A Braskem, alinhada à sua estratégia de inovação e desenvolvimento sustentável, tem buscado cada vez mais investir em pesquisas e tecnologias que facilitem o processo de reciclagem mecânica e avançada de embalagens multicamadas (camadas de diferentes tipos de materiais) em sua composição. A companhia se uniu à Case Western Reverse University (CWRU), MH&R, SANDIA National Lab, Lawrence Livermore National Lab e P&G, nos EUA, para desenvolver uma nova forma de separar os componentes desse tipo de embalagem. Conhecida como Processo Híbrido de Reciclagem Química e Mecânica, a iniciativa propõe um processo de abordagem inovativa e disruptiva para solucionar um desafio atual da indústria: criar alternativas para reciclar as embalagens multicamadas, uma vez que seus elementos são mais difíceis de serem separados e reciclados pelos meios tradicionais.
O projeto está em fase de desenvolvimento e a contribuição da Braskem consiste em levar seu know-how em poliolefinas e processamento de polímeros junto aos parceiros, possibilitando, assim, o avanço das pesquisas. A iniciativa está diretamente ligada às metas da Braskem de ampliar seu portfólio de soluções sustentáveis para incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado e, até 2030, 1 milhão de toneladas destes produtos.
Por dentro da tecnologia
De modo geral, as embalagens multicamadas são compostas por 80% de resinas poliolefínicas – como polietileno (PE) e polipropileno (PP) – e 20% de resinas não poliolefínicas – como o politereftalato de etileno (PET), poliamida (PA) e copolímero de etileno e álcool vinílico (EVOH) – para agregar funcionalidades como aspecto (brilho, melhor impressão, entre outros) e barreira à gases, principalmente o oxigênio, por meio do uso de camadas, o que garante a conservação do produto inserido dentro delas. Por meio da tecnologia, a Braskem e seus parceiros conseguirão separar ambas as camadas (poliolefínicas e não poliolefínicas) permitindo inseri-las adequadamente na reciclagem mecânica ou avançada. Este processo funciona da seguinte maneira: dentro de uma máquina, denominada extrusora reativa (nº 1 na imagem), as embalagens são fundidas a altas temperaturas e submetidas a diferentes processos químicos que possibilitem a remoção das camadas não poliolefínicas.
O produto resultante dessa primeira etapa (camadas poliolefínicas) é enviado para a reciclagem mecânica (nº 2) e pode ser submetido a um segundo processo de extrusão reativa (nº 4), no qual, a temperaturas de até 350°C, se transformará em ceras ou óleos cujas moléculas podem ser quebradas e reagrupadas a fim de se tornarem novas resinas para uso industrial.
Já o insumo não poliolefínico, também recuperado na primeira fase, vai para a repolimerização (nº 3), processo do qual se torna um polímero novamente, atingindo assim a circularidade, ou seja, também se tornando matéria-prima para desenvolvimento de um novo produto.
Crédito da foto: Divulgação
Fonte: Braskem